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segunda-feira, 5 de novembro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
O Último Discurso
Sinto muito, mas não
pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou
conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio...
negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim.
Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por
que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para
todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos
extraviamos. A cobiça envenenou a alma
dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar
a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da
velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz
abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos;
nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem
pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de
inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será
de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza
dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à
fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha
voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados,
homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres
humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não
desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da
cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso
humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que
do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a
liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses
brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as
vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos
sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma
alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como
bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da
humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar...
os que não se fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo
sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do
homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós!
Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar
felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de
faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos
desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que
a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à
velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas,
só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores
liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo,
abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência.
Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam
à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês,
Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva
para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens
estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A
alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a
luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!
Filme
“O Grande Ditador” – Charlie Chaplin
terça-feira, 2 de outubro de 2012
sábado, 29 de setembro de 2012
O VELHO, O MENINO E O BURRO
Conta tradição antiga
Que um velho camponês
Precisando de dinheiro
Em certa altura do mês
Manda o filho caçula
Buscar o burro ou a mula
Para vender dessa vez.
O menino vem ligeiro
Trazendo o belo burrinho,
Seguiram os três pra cidade
Logo de manhã cedinho
Ninguém montou no animal
Pra ele não dar sinal
De cansaço do caminho.
Porém numa curva
Da estrada
Viram um viajante
Que falou: - “Que “besteira”!
O animal vai vazio
E o pobre velho senil
Vai a pé na caminhada”
- “Vejam, só, que grande asneira
É promessa ou penitência?”
E o velho lhe deu razão
E foi no burro montando
E o menino puxando
Na mais pura inocência.
E foi dizendo o velhote
- “Só assim ninguém reclama
E tapo a boca do mundo!”
Logo à frente as lavadeiras
Lavando nas corredeiras
Gritaram: - “Mas que burrama!”
- “Um marmanjão com saúde
Muito contente montado
E um pobre menininho
Puxando o burro! Ah, malvado!...
Este mundo está perdido
Desça daí seu bandido
Que o menino está cansado!”
Depois dessa, o pobre velho
Indignado acenou
E na garupa do burro
O seu menino montou
E disse ali sem demora:
- “Quero ver quem fala agora!?”
E o seu caminho continuou
Mas não deu nem dez minutos
Desponta ali na frente
Montado na bicicleta
Um roceiro e diz: - “Oxente!
O pobre desse animal
Não vai chegar ao final
Com esse peso em dia quente!”
Disse isso e foi-se embora
E o velho concordando
Desce, deixando o menino
E sai na frente puxando
Mas encontra outro sujeito
Que ao menino curva o peito:
- “Majestade!” O vai saudando.
Logo pergunta o menino:
- “Por que falas: majestade?”
- “Porque somente os príncipes
Tem servo na tua idade
Puxando as montarias
Não fosses rei não terias
Lacaio à tua vontade!”
- “Lacaio, eu?” – Diz o velho
- “Mas que grande desaforo!”
Desça ligeiro menino
Pra não ouvir este coro
Vamos com o burro nas costas
Pra ver se o mundo assim gosta
E não faça mais agouro
E os dois com o burro nas costas
Qual estranho ritual
Encontram alguns rapazes
Que fazem tal carnaval
Gritando: - “Vejam três burros
Só falta soltarem zurros
Quem é o mais burro afinal?”
E o velho grita: - “Sou eu!
Burro de orelha também
Querendo escutar o mundo
Sendo aconselhado além
Quem segue o mundo maluco
Vai morrer doido e caduco
Sem nunca agradar ninguém!”
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Os Três Velhinhos
Interessante parábola para leitura:
Certo dia uma mulher abriu
a porta de sua casa e viu três homens de idade avançada, com longas barbas
brancas, sentados na calçada ali em frente. Dirigiu-se a eles e disse:
- Acho que não
os conheço, mas parece que têm fome. Por favor, entrem e venham comer.
- Seu marido
está em casa? – perguntou um deles.
- Não, respondeu ela. – Meu marido está trabalhando.
- Então, não podemos entrar, – disse outro.
À noite, quando o marido chegou em casa, ela contou o que tinha
acontecido, e o marido disse:
- Vá e os convide a entrarem.
A mulher foi e convidou os três homens.
- Não podemos entrar na casa juntos, – disse um deles.
- Por que não? – perguntou a mulher.
Um dos velhos explicou:
- Meu nome é Riqueza. – Apontou para os outros dois e os apresentou: –
Ele é o Sucesso, e aquele é o Amor. Por favor, fale com seu marido e nos diga
qual dos três vocês querem que entre em sua casa.
A mulher foi conversar com o marido.
- Que maravilha! – exclamou ele. – Então, vamos convidar aquele que se
chama de Riqueza. Assim, vai nos tornar todos ricos.
A mulher não concordou.
- Querido, por que não convidamos o Sucesso? – perguntou ela.
A nora do casal estava ouvindo e entrou na conversa.
- Não seria melhor convidar o Amor? – perguntou ela. – Nada melhor do
que um lar cheio de Amor.
- Concordo com a sugestão de nossa nora. – disse o marido. – Vá e
convide o Amor a entrar para jantar conosco.
A mulher foi e perguntou aos três velhinhos:
- Qual de vocês é o Amor? Por favor, entre e venha jantar conosco.
O Amor levantou-se e foi em direção à porta da casa. Os outros dois
também se levantaram e o seguiram. Surpresa, a mulher disse à Riqueza e ao
Sucesso:
- Só convidei o Amor. Por que vocês estão vindo também?
Os três responderam juntos:
- Se tivesse convidado a Riqueza ou o Sucesso, os outros dois ficariam
fora. Mas, como convidou o Amor, nós vamos juntos porque, onde há Amor, também
haverá Riqueza e Sucesso!
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