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sábado, 25 de dezembro de 2010

Lisboa menina e moça

No Castelo ponho um cotovelo

Em Alfama descanso o olhar

E assim desfaço o noveloDe azul e mar

À Ribeira encosto a cabeça

Almofada da cama do Tejo

Com lençóis bordados à pressa

Na cambraia de um beijo

Lisboa menina e moça, menina

Da luz que os meus olhos vêem, tão pura

Teus seios são as colinas, varina

Pregão que me traz à porta, ternura

Cidade a ponto luz bordada

Toalha à beira mar estendida

Lisboa menina e moça, amada

Cidade mulher da minha vida

No Terreiro eu passo por ti

Mas na Graça, eu vejo-te nua

Quando um pombo te olha sorri

És mulher da rua

E no bairro mais alto do sonho

Ponho o fado que soube inventar

Aguardente de vida e medronho

Que me faz cantar

Lisboa menina e moça, menina

Da luz que os meus olhos vêem, tão pura

Teus seios são as colinas, varina

Pregão que me traz à porta, ternura

Cidade a ponto luz bordada

Toalha à beira mar estendida

Lisboa menina e moça, amada

Cidade mulher da minha vida

Lisboa do meu amor, deitada

Cidade por minhas mãos despida

Lisboa menina e moça, amada

Cidade mulher da minha vida

2 comentários:

Gabriel Carinhato Barros disse...

Aqui está a tarefa:
A vaquinha:as vezes para seguir adiante temos que perder alguma coisa muito importante para nós.
A águia e a galinha:não importa o exemplo que você recebe, sua natureza sempre será a mesma.
A vida de Michelângelo:se temos um dom desde pequeno, podemos mostrá-lo ao mundo e ficar muito importante

bryan disse...

gostei muito desse poema

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